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HISTÓRICO
A Escola Lacaniana de Psicanálise - RJ foi criada por um grupo de psicanalistas egressos do Colégio Freudiano de Psicanálise do Rio de Janeiro, no ano de 1988/1989. As discussões iniciais giraram em torno da orientação doutrinal e do nome a escolher. Propôs-se inicialmente, o nome "Escola Brasileira de Psicanálise". José Nazar insistiu para que se usasse o significante "lacaniano" na nomeação, uma vez que se tratava de seguir a orientação e o estilo de transmissão e ensino de Jacques Lacan , na sua releitura de Sigmund Freud.
Até à data de fundação de nossa escola, os significantes utilizados pelas outras instituições eram: Associação, Instituto, Colégio, Grupo, etc...; acrescidos dos significantes Psicanálise e Freudiano.
Algo de inovador compareceu no modo como a Escola escolheu passar os significantes que lhe deram origem.
Durante os dois anos que antecederam o Ato de Fundação em 1991, alguns cartéis trabalharam com o entusiasmo e o desafio de uma Escola em gestação, vindo a se apresentar em quatro Encontros nomeados como "Campos Matêmicos".
Após o Ato inaugural, os Encontros passaram a ser regulares (pelo menos um por ano) e receberam diversos nomes (encontros, jornadas, etc..), até a realização de uma série de quatro congressos internacionais, que ocorreram nos anos: 1998, 1999, 200 e 2001.
Outros Encontros e Congressos vêm sendo realizados. No ano de 2003 teve lugar a I Ciranda de Psicanálise e Arte, tornando-se, a partir de então, uma marca de nossa Escola, no campo de extensão da Psicanálise, como uma interlocução tanto com a literatura, quanto com as demais artes. Estamos organizando para o mês de agosto/setembro a VI Ciranda, em articulação com o campo da literatura.
A Escola vem desenvolvendo diversas outras pesquisas abrangendo temas como Função Paterna e Adoção (com a 1ª Vara da Infância, Juventude e Idoso), Constituição Subjetiva (em UTI neonatais, creches, escolas), Cinema , Imigração, Aquisição da fala e da escrita, etc...
Faz alguns anos, a Escola viveu sua primeira experiência de Passe (depoimento da passagem de analisando à analista) que resultou numa cisão com a saída de alguns membros, a partir de uma recusa de nomeação por um júri de passe. Em seguida, houve a retificação deste julgamento pelo então Conselho da Escola, que levou em consideração o fato de não ter ocorrido o trabalho efetivo do júri e, portanto, ter havido uma precipitação de resposta, sem elaboração do material recolhido dos passadores.
Outra experiência sobre o passe foi vivida , em articulação com a Escola Lacaniana de Vitória. Nesta oportunidade, o trabalho do júri de acolhimento em relação às falas dos passadores sobre o que estes escutaram do pretendente ao passe, foi privilegiada nos encontros dos membros do júri onde pode ser apresentado ao público.
Encontra-se em estudo e discussão um procedimento para o passe que leve em conta estas duas experiências.Discute-se a possibilidade de uma experiência sem nomeação por júri, privilegiando-se, o passe, na enunciação contingêncial de um nome de analista, que se dê em várias vertentes da Escola e sua extensão ou, a necessidade da nomeação por um júri, efetivamente.
Desde sua fundação os Cursos de Introdução, realizados por nossa Escola, têm por finalidade sua apresentação na comunidade analítica e no social, possibilitando a aproximação de pessoas interessadas na formação psicanalítica, bem como de qualquer um que deseje saber em que consiste o campo psicanalítico, no que tange aos seus fundamentos.
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