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A ESCOLA

  • Sobre a Escola Lacaniana de Psicanálise - RJ
  • Curso de Introdução
  • Conexões
  • Seminários
  • Grupos de Trabalho
  • Escola Lacaniana de Psicanálise - Niterói

  • SOBRE A ESCOLA LACANIANA DE PSICANÁLISE - RJ
    A Escola Lacaniana de Psicanálise - RJ é orientada pelo ensino e transmissão de Freud e Lacan. Tem como proposta e fundamento a formação permanente de seus membros, onde os dois pilares são a organização em cartéis e a experiência do Passe.

    Além disso, sua organização dá-se por lugares ocupados por membros da Escola que sustentam o trabalho teórico e clínico, provocando um incessante questionamento. Esses lugares são: direção, garantia, cartéis, ensino, secretaria do passe, publicação, sessão clínica, tesouraria e conexões. Qualquer membro da Escola pode ocupar esses lugares, candidatando-se em assembléia, por votação aberta. A Escola segue a lógica da permuta obrigatória de lugares, de dois em dois anos, sugerida por Jacques Lacan em sua Proposição para uma Escola de Psicanálise.

    Referência Bibliográfica:
    Lacan, Jacques - Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 235


    CURSO DE INTRODUÇÃO 2010
    O Curso de Introdução dirige-se aos analistas em formação e àqueles que queiram se aproximar da psicanálise.
    Nosso objetivo é abordar questões fundamentais da clínica e conceitos teóricos a partir desses tempos lógicos do sujeito.


    PSICANÁLISE: Infância e Adolescência

    AULA INAUGURAL: Função Paterna - Teresa Palazzo Nazar (10/4).

    Módulo 1: Constituição do sujeito (17/4, 8/5, 22/05 e 29/05)
    - Narcisismo: uma introdução.
    - Estádio do espelho; Conhecimento paranóico; tempos da constituição do sujeito.
    André Luis de Oliveira Lopes e Cecília Brêtas.

    Módulo 2: Édipo (12/6 e 19/6)
    - Organização genital infantil.
    - Romances familiares.
    - Os três tempos do Édipo em Lacan.
    Ana Paula Gomes

    Módulo 3: Um pai (26/6, 3/7, 10/7 e 17/7)
    - Totem e tabu.
    - Pai real, simbólico e imaginário.
    - Dissolução do complexo de Édipo: ideal do eu e supereu.
    Ana Benjó e Edméa de Mello

    Módulo 4: A neurose infantil (07/08, 14/8, 21/8 e 28/8) - Hans e o Homem dos lobos.
    Andrea Matheus Tavares e Monica Visco

    Módulo 5: Despertar da primavera (18/9, 25/09, 2/10 e 09/10)
    - O Édipo na adolescência.
    - A questão das identificações.
    - O encontro com o sexo.
    - O adolescente e a Lei.
    - Impasses e riscos no adolescer.
    Sérgio Prestes e Simone Delgado

    Módulo 6: Estruturas Clínicas (16/10, 23/10, 30/10, 06/11 e 27/11)
    - Neurose: o sintoma da criança interroga os pais.
    Miriam Dyskant

    - Psicose: apelo ao pai; retorno do real; passagem ao ato.
    Flávia Chiapetta

    - Perversão: o desmentido da castração ou da Lei do Outro.
    José Nazar (Aula de Encerramento)

    Local:
    Avenida Ataulfo de Paiva, 255 / 206
    Leblon – Rio de Janeiro – RJ
    Horário: Sábados, de 10h à 12h.

    Preço por semestre:

  • Estudantes: R$ 60,00
  • Profissionais: R$ 120,00

  • CONEXÕES
    O campo das conexões sempre esteve incluído na formação do psicanalista, e isto desde Freud. Trata-se de construir, pelo viés da pesquisa, a experiência clinica e teórica da psicanálise explorando “uma realidade que nos é acessível através de outras disciplinas” (Lacan, 1957).

    O fundamento da pesquisa em psicanálise, parte da advertência freudiana de tomar cada experiência analítica como única, interrogando o discurso em questão. Na ELP-RJ as Conexões abrangem as seguintes pesquisas:

  • Função Paterna e Constituição do Sujeito
  • Psicanalise e Cinema
  • Psicanálise e Direito

  • FUNÇÕES PATERNA E CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO
    Em 2008 publicamos os resultados das pesquisas referentes à Função Paterna e Constituição do sujeito, realizadas, respectivamente, na 1ª Vara da Infância, Juventude e Idoso do Rio de Janeiro e no Hospital Universitário Antonio Pedro, em Niterói.
    Em 2009, começamos um trabalho conjunto dessas duas equipes de pesquisa junto ao Colégio André Maurois e outras instituições privadas como Colégio Padre Antonio Vieira, Colégio Paula Barros e Escola Sá Pereira.
    Em 2010 decidiu-se pela junção definitiva destas duas pesquisas para trabalharmos os efeitos da contemporaneidade nos discursos.

    Integrantes

  • André Luis de Oliveira Lopes
  • Bethânia Sampaio Corrêa Mariani
  • Edmea Maria Gonçalves de Mello
  • Fernando Baron
  • Maria Cecília Brêtas
  • Maria De Fátima Do Amaral Silva
  • Maria Teresa Saraiva Melloni
  • Michelle Lopes Carneiro
  • Miriam Celli Dyskant
  • Mirta Fernandes
  • Shirley Maria D’ávila Baron
  • Silvia Mangaravite ( psicanalista, membro convidado)
  • Taisa Castillo Espana

    Coordenação
  • Teresa Palazzo Nazar


    PSICANÁLISE E CINEMA
    Esta pesquisa destina-se a investigar, através do discurso analítico e na articulação com instituições abertas à discussão, o modo como o cinema ilustra as questões relativas a subjetividade.
    Com inicio em 2007, este trabalho vem se estabelecendo em torno das seguintes atividades:
  • Cartel
  • Reuniões de pesquisa
  • Exibição de filmes e subsequentes discussões com psicanalistas, profissionais de cinema e de outros campos de saber - atividade realizada na ELP e junto ao curso de Pós-graduação em Psicanálise com crianças: Intervenção Precoce do Hospital São Zacharias (Santa Casa da Misericórdia) junto ao curso de Pósgraduação em Psicanálise com crianças: Intervenção Precoce, ou na ELP.

    Neste ano de 2010, esta pesquisa irá investigar a questão: O sujeito e os tempos modernos.

    Coordenação
  • André Luis de Oliveira Lopes
  • Miriam Celli Dyskant
  • Mirta Fernandes

    Local: ELP
    Horário: quarta-feira (quinzenal), às 13h.

    PSICANÁLISE E DIREITO
    O ciclo de palestras e debates no eixo da articulação entre Psicanálise e Direito tem por objetivo a discussão de questões oriundas de cada um desses campos, que possam afetar o outro campo e nele repercutir. As articulações serão elaboradas a partir da convocação de conceitos-chave para um trabalho interdisciplinar que se desenvolva nos interregnos desses dois campos teóricos, como os conceitos de sujeito (da Psicanálise e do Direito), de gozo (na Psicanálise e no Direito) e de lei (no sentido normativo da lei jurídica) e Lei (nos sentidos psicanalítico e ético de lei simbólica, lei da castração). As articulações acima delineadas serão desenvolvidas a partir da discussão da interdição do incesto enquanto condição de possibilidade da cultura e enquanto elemento estruturante da noção de Lei e da constituição do campo da Psicanálise. O ciclo ora proposto tem periodicidade bimestral, entre os meses de março e dezembro de 2010.

    Coordenação
  • Elisabeth Bittencourt

    Debatedor convidado
  • Agostinho Ramalho Marques Neto

    Local: ELP
    Horário: quarta-feira (bimestral).

  • SEMINÁRIOS 2010

    A FORMAÇÃO DOS PSICANALISTAS
    Partimos daquilo que seria o final de um percurso: o tornar-se psicanalista e sua autorização. Como alguém se torna psicanalista? Essa pergunta se encontra na origem dos grupos analíticos e deve ser levada às últimas consequências.
    Desde Freud a formação dos psicanalistas se inscreve como da ordem de um tornar-se, fruto de um trabalho de construção que se processa fundamentalmente numa experiência de análise: a formação dos psicanalistas é uma formação permanente. Toda e qualquer psicanálise pessoal levada a termo poderá causar um psicanalista. Depois, é outra história.

    O argumento de base deste seminário está nas afirmações de Jacques Lacan, datadas de 1973, em sua “Carta aos psicanalistas italianos’”:“Pois afirmei, por outro lado, que é do não-todo que provém o psicanalista. [...] Não-todo ser ao falar poderia autorizar-se a fazer um psicanalista. A prova é que a psicanálise ali é necessária, embora não seja suficiente. [...] Somente o psicanalista, ou seja, não qualquer um, se autoriza por si mesmo”.

    Quais as conseqüências desta afirmação? Os grupos analíticos que seguem esta afirmação operam com os parâmetros de uma formação a partir de critérios próprios e específicos de uma lógica: o Outro não existe, há uma inconsistência do Outro. Quando não é este o caso, os critérios se inscrevem pelo viés de uma garantia que é dada antecipadamente: o Outro existe. Então, de um lado, temos os psicanalistas que se autorizam por si mesmos e, por outro, aqueles que são autorizados: a inconsistência do Outro é a tradução da incidência do ato psicanalítico, que está na origem do discurso psicanalítico.

    Assim, vamos trabalhar os elementos que testemunham a formação de um futuro psicanalista: a entrada em análise, o transcurso das transferências, a passagem de psicanalisante a psicanalista, as destituições subjetivas, o final de análise e o passe.

    Local: ELP
    Horário: quinzenal, quartas-feiras, 13h.

    Coordenação:

  • José Nazar

    Obs: Seminário aberto ao público

    [
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    O SUJEITO EN-CENA
    Trata-se de abordar o “Teatro do inconsciente” desde sua montagem primeira, quando o sujeito ao tomar a palavra se faz representar na cena do mundo a partir da palavra articulada na fala. Assim como na cena privada do inconsciente, o teatro encena a representação do sujeito no palco do mundo. Como articular, então, o que se passa nessas duas cenas?

    Referências bibliográficas:
    Freud, S. Estudos sobre a Histeria. Obras Completas, vol. II. Rio de Janeiro: Imago, 1979.
    _______ Bate-se numa criança. Op. Cit., vol. XVII. Rio de Janeiro: Imago,1979.
    _______ O problema econômico do masoquismo. Op.Cit., vol. XIX. Rio de Janeiro: Imago, 1979.
    Lacan, J. O Seminário, livro 6: o desejo e sua interpretação. Inédito.
    _______ O Seminário, livro 7: a ética da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.
    _______ O Seminário, livro 8: a transferência. Rio de Janeiro: Zahar, 1992.
    _______ O Seminário, livro 14: a lógica da fantasia. Inédito.

    Local: ELP

    Horário: quinzenal, quartas-feiras, às 18h

    Coordenação:

  • Teresa Palazzo Nazar

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    FANTASIA E SINTOMA
    Neste seminário refletiremos sobre o sintoma e seu devir, a partir da transferência, que permitirá a implicação deste no fantasma. Veremos que é apenas no final da experiência analítica que se dará a separação entre ambos com a travessia da fantasia e a queda do sujeito suposto saber.

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. – Proposição de 9 de Outubro de 1967. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,1998.
    _______. O seminário, livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.
    Leguil, F. – A entrada em análise e sua articulação com a saída. Fórum Iniciativa Escola, Bahia: 1993.
    Eidelsztein, A. El Grafo Del Deseo. Buenos Aires: Manantial, 1993.

    Local: ELP

    Horário: quinzenal, quartas-feiras, às 18h

    Coordenação:

  • Monica Visco

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    O ATO PSICANALÍTICO
    Considerado o estatuto do psicanalista, este seminário teve seu curso interrompido, quando no final de 1968, Lacan resolveu suspender seus ensinamentos para convocar os psicanalistas a declararem-se a respeito do movimento grevista dos universitários. O ato psicanalítico para Lacan é o que vem denotar o limite do que se estabelece como verdade naquilo que pode ser recolhido como saber, ao final de uma análise. Seu efeito inclui a experiência de uma perda, nesta passagem em falso, do lugar de psicanalisante ao de psicanalista.
    Na nossa Escola, este seminário já foi abordado em outras ocasiões, não sem deixar de marcar sua relação com o caráter trágico de uma verdade que está sempre presente no movimento psicanalítico, como tropeço e como causa de seu avanço.
    Para que se mantenha vivo o questionamento “o que é um psicanalista”, o Seminário do Ato Psicanalítico será retomado sempre, uma vez mais, na medida mesma, da re-nodulação que o “autorizar-se psicanalista” produz.

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. (1967). O Ato psicanalítico. Escola de Estudos Psicanalíticos – 1998 (publicação para circulação interna).
    _______ O ato psicanalítico. Outros Escritos, Rio de Janeiro: Zahar, 2003.

    Local: ELP

    Horário: quinzenal, quartas-feiras, às 16h.

    Coordenação:

  • Maria Teresa Saraiva Melloni

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  • GRUPOS DE TRABALHO 2010

    A TRANSFERÊNCIA
    A Transferência é um dos quatro conceitos fundamentais de Freud, como propõe Lacan no seminário 10. Os conceitos fundamentais são aqueles que confirmam que, na psicanálise, a teoria e a práxis não podem ser abordadas separadamente. A transferência é o motor do tratamento. Ela atualiza no real da experiência o modo de amar do sujeito, nos diz Freud. Faremos um percurso que vai dos Artigos sobre técnica em Freud até a crítica de Lacan sobre a contratransferência.

    Referências bibliográficas:
    Freud, S. Psicanálise selvagem. Obras Completas, Vol. XI. Rio de Janeiro: Imago, 1969.
    _______ O manejo da interpretação dos sonhos na psicanálise. Obras Completas, Vol. XII. Rio de Janeiro: Imago,1969.
    _______ A dinâmica da transferência. Op.cit..
    _______ Recomendações aos médicos que exercem psicanálise. Op. Cit..
    _______ Sobre o início do tratamento. Op.cit..
    _______ Observações sobre o amor transferencial. Op.cit..
    _______ Conferência XXVII. Obras Completas, Vol., XVI. Rio de Janeiro: Imago, 1969.
    Lacan, J. A direção do tratamento e os princípios de seu poder. Escritos, Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, quarta-feira, às 17h

    Coordenação

  • Abílio Luiz Ribeiro Alves

    [
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    NEUROSE OBSESSIVA
    A neurose obsessiva é, indubitavelmente, o tema mais interessante e compensador da pesquisa analítica (S. Freud).
    Em 1894 Freud teorizou sobre um novo quadro clínico que, definitivamente separado das psicoses, passou a fazer parte das psiconeuroses de defesa: a neurose obsessiva. Estudou seus fundamentos, sua etiologia e sintomática. É em 1909, com o caso clínico do “Homem dos ratos”, que Freud vai desvendar a subjetividade desses sujeitos atormentados por pensamentos terríveis e inconfessáveis. Vamos encontrar uma desmedida crueldade em suas fantasias e culpa, muita culpa, implacável punição superegóica que devasta os sujeitos obsessivos.
    No primeiro semestre privilegiaremos o texto “Inibição, sintoma e angústia” para abordar a neurose obsessiva já à luz da segunda tópica e para nos guiar frente à complexidade desta neurose que condena o sujeito, às vezes por toda uma vida, a adiar quaisquer realizações que tenham a ver com o seu desejo.

    Referências bibliográficas:
    Freud, S. O homem dos ratos. Obras Completas, vol. X, Rio de Janeiro: Imago, 1979.
    _______ Inibição, sintoma e angústia. Obras Completas, vol. XX, Rio de Janeiro: Imago, 1979.
    Lacan, J. O seminário, livro 5: As formações do inconsciente, Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, quarta-feira, às 15h

    Coordenação
  • Ana Benjó

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    AMOR E MULHER: questões sobre a feminilidade


    Referências bibliográficas:
    A descoberta freudiana consistiu, precisamente, em observar que é a falta de um instinto sexual, no sentido de uma atração automática de todo homem por toda mulher e reciprocamente, que a sexualidade assume, no sujeito, sua importância. A partir dos textos de Freud e Lacan, objetivamos, neste grupo de leitura, trabalhar o percurso referente ao tornarse uma mulher e sua relação com o amor.

    Referências bibliográficas:
    Freud, S. Conferências introdutórias sobre psicanálise. Obras Completas, Vol. XV. Rio de Janeiro: Imago, 1979.
    _______ Sexualidade Feminina. Op. Cit., vol XXI. Rio de Janeiro: Imago, 1979.
    _______ Algumas consequências psíquicas da distinção anatômica entre os sexos. Op. cit., vol. XIX. Rio de Janeiro: Imago. 1979.
    Lacan, J. O Seminário, livro 10: A angústia. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
    _______ O Seminário, livro 20: Mais ainda. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
    _______ O Seminário, livro 22: R.S.I. Inédito.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, quarta-feira, às 15h

    Coordenação
  • Flávia Chiapetta de Azevedo

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    O SUJEITO E SUAS PAIXÕES
    O ódio, como o amor, é uma carreira sem limite (J. Lacan).
    O que dizer sobre o amor que ainda não foi dito? O que é o ódio e de onde ele vem? Se o amor, como dizem, é cego, sempre que ele surge há ignorância? É possível conhecer o amor sem conhecer o ódio ou sempre que há amor há ódio? E, ainda, é possível separarmos as três paixões ou elas estão sempre articuladas? A partir destas e de outras questões, a proposta deste grupo é trabalhar as indicações de Freud e Lacan sobre as paixões do ser – amor, ódio e ignorância –, assim como suas consequências clínicas, privilegiando neste percurso o ódio, não apenas em sua vertente simbólica e imaginária, mas, especialmente, em sua vertente real.

    Referências bibliográficas:
    Freud, S. As pulsões e suas vicissitudes. Obras Completas, vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1974.
    _____. O Ego e o Id. Op.Cit., vol. XIX. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
    Gori, R. Lógica das paixões. Rio de Janeiro: Campo Matêmico, 2004.
    Hassoun, J. El obscuro objeto del odio. Buenos Aires: Catálogos, 2000.
    Lacan, J. O Seminário, livro 1: Os escritos técnicos de Freud. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.
    _____ O Seminário, livro 20: mais, ainda. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
    _____ A direção do tratamento e os princípios de seu poder. Escritos. Rio de janeiro: Zahar, 1998.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, quarta-feira, às 16h

    Coordenação
  • Sérgio Cwaigman Prestes

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    A LÓGICA DO FUNCIONAMENTO DO SIGNIFICANTE
    “O inconsciente é estruturado como uma linguagem”. Esta afirmação de Lacan perpassa boa parte de sua obra e se apóia na sua leitura sobre o funcionamento do significante na estruturação do aparelho psíquico.
    Não sem importantes deslocamentos conceituais, nos anos 50 e 60 é com a Linguística que Lacan estabelece para o campo da psicanálise a formalização da descoberta do inconsciente por Freud. Definindo o inconsciente como o discurso do Outro, Outro aqui compreendido como tesouro de significantes, Lacan marca sua posição sobre a primazia e autonomia da cadeia significante, frente ao significado, na constituição do sujeito do inconsciente. Estar na linguagem é, então, a condição para haver inconsciente, para haver manifestação das formações do inconsciente: “O significante”, diz Lacan, “é o que representa o sujeito para outro significante”. Ao longo de seu ensino, Lacan formula e vai dando densidade ao conceito de letra, marcando que o conhecimento trazido pela Lingüística mostrou-se fecundo, porém não suficiente. Nos anos 70, Lacan abandona a Linguística afirmando que o que interessa à Psicanálise é da ordem da Linguisteria e da lalangue (alíngua). Nesse grupo de trabalho, objetiva-se seguir o fio do discurso psicanalítico de Lacan para assimcompreender a formalização da “lógica do funcionamento do significante” e o fato de que “a linguagem, sem dúvida, é feita de lalangue (alíngua).”

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. A instância da letra no inconsciente. Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
    _______ Função e campo da fala e da linguagem. Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
    _______ As estruturas freudianas do espírito. O Seminário, livro 5: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, quarta-feira, às 12h

    Coordenação
  • Bethania Mariani

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    A HISTERIA
    O objetivo deste grupo é destacar no texto de Freud e Lacan os elementos constitutivos da estrutura histérica: o amor ao pai, a veneração da outra mulher e a manutenção do desejo como insatisfeito.

    Referências bibliográficas:
    Freud, S. Estudos sobre Histeria. Obras Completas, vol. II. Rio de Janeiro: Imago, 1980.
    _____. Fragmento da análise de um caso de histeria. Op. Cit., vol.VII. Rio de Janeiro: Imago, 1980.
    Lacan, J. O Seminário, Livro 5: as formações do Inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, quarta-feira, às 17h

    Coordenação
  • Ana Paula da Costa Gomes

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    O SUPER EU E SUAS IMPLICAÇÕES NA CLÍNICA PSICANALÍTICA
    Pretendo desenvolver o conceito do Super eu a partir dos textos inicias de Freud quando ele ainda não o tinha formulado como conceito, mas referia-se a essa instância como consciência moral. Podemos verificar mais tarde, em “Introdução ao Narcisismo” o germe da 2ª tópica, quando Freud, de fato, o nomeia como instância psíquica, herdeiro do Complexo de Édipo. A partir desta formulação, podemos ver sua divisão entre a Lei instituída e o que escapa dela, ponto que diz respeito ao Super Eu. Lacan vai nos esclarecer sobre essa divisão freudiana a respeito do Super Eu ao distinguir as questões das identificações das questões do gozo.

    Referências bibliográficas:
    Freud, S. Arruinados pelo êxito. Obras Completas, vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1974.
    ____. O Ego e o Id. Op. Cit., Vol.XIX. Rio de Janeiro: Imago, 1974.
    _____. Totem e Tabu. Op. Cit., Vol. XIII. Rio de Janeiro: Imago, 1974.
    Gerez-Ambertín, M. As vozes do supereu. São Paulo: EDUCS, 2003.
    Lacan, J. O seminário, Livro 5: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, quarta-feira, às 17h

    Coordenação
  • Ana Paula da Costa Gomes

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    PSICANÁLISE COM CRIANÇAS
    Daremos continuidade à leitura do texto “A subversão do sujeito e a dialética do desejo no inconsciente freudiano”, de Jacques Lacan. A ênfase este ano, será dada ao estudo do grafo do desejo, que tem a sua apresentação mais completa publicada no referido texto. O percurso em torno das questões apresentadas pelo trabalho com crianças nos levou à necessidade de abordar o grafo, uma vez que através deste instrumento proposto por Lacan, podemos observar, com menos risco de derrapar no imaginário das histórias familiares, o advento do infans como sujeito desejante.

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. “A subversão do sujeito e a dialética do desejo no inconsciente freudiano”. Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, quarta-feira

    Coordenação
  • Ana Claudia Merelles Bezz

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    O NASCIMENTO DO DESEJO
    Uma das maiores contribuições da psicanálise foi ter revelado que, diferente do animal, o homem é regido pelo desejo. As primeiras elaborações freudianas já apontam o caminho nada natural percorrido pelo infans até se constituir como sujeito desejante. Aquele que inicia uma análise também terá que se aventurar num percurso sem garantias antecipadas, rumo a um movimento que resulta num sujeito profundamente modificado e mais avisado sobre as armadilhas aprisionantes que a neurose proporciona. O trabalho de análise, no entanto, nada tem a ver com a aquisição de um objeto específico ou satisfatório, mas justo o contrário, é a relação mesma com o objeto que há de se modificar. O que se revela, então, é uma falta a ser que daí por diante será motor, ponto de partida. É o analista que, em sua função, poderá conduzir o sujeito a um mais além de suas demandas. Mas, se isso é esperado, todavia não é certo, basta lembrarmos de Freud quando adverte que o masoquismo é o maior adversário do analista, pois em momentos de avanços significativos, muitas vezes, vemos a neurose levar o sujeito novamente para a cena fantasmática: Bate-se numa criança. Como posso avançar e abrir mão do meu lugar de submissão ao Outro se é isso que, no final das contas, me assegura a posição de ser amado? Desejar é perigoso, é arriscado, mas ainda assim não há percurso de análise que não leve o sujeito a formular a bela questão apresentada por Lacan: Mas, afinal, queres o que desejas? Dando continuidade ao nosso estudo sobre o Desejo, este ano abordaremos como ele se inscreve nos tipos clínicos da neurose, histeria e obsessão, numa tentativa de circunscrever melhor a afirmativa que o desejo da histérica é insatisfeito e do obsessivo é impossível.

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. O Seminário, livro 5: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.
    _____. O Seminário, livro 6: o desejo e sua interpretação (1958-9). Inédito.
    _____. O Seminário, livro11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.

    Local: Av. Moreira César 383, sala 902, Icaraí, Niterói.
    Horário: semanal, segunda-feira, às 20h

    Coordenação
  • Ana Claudia Merelles Bezz

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    OS QUATROS CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA PSICANÁLISE
    Nosso propósito é o estudo dos quatros conceitos fundamentais da psicanálise (inconsciente, transferência, repetição e gozo) e, suas relações com a clínica. Para tanto, utilizaremos como guia o Seminário XI de Lacan (1963), sem deixar de percorrer em Freud tais conceitos, pois o retorno aos textos freudianos tem sido uma constante em nosso grupo de trabalho.

    Referências bibliográficas:
    Freud, S. O inconsciente. Obras Completas, vol. XIV, Rio de Janeiro: Imago, 2006.
    _______ Esboço da psicanálise. Op. Cit., vol. XXIII, Rio de Janeiro: Imago, 2006.
    _______ Observações sobre o amor de transferência. Op. Cit., vol. XII, Rio de Janeiro: Imago, 2006.
    ______ A dinâmica da transferência. Op. Cit., vol. XII, Rio de Janeiro: Imago, 2006.
    ______ Novos comentários sobre as neuropsicoses de defesa. Op. Cit., vol. III, Rio de Janeiro: Imago, 2006.
    ______ Além do princípio do prazer. Op. Cit., vol. XVIII, Rio de Janeiro: Imago, 2006.
    Lacan, J. O Seminário, livro 11: Os quatros conceitos fundamentais da psicanálise, Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

    Local: Rua Miguel de Frias, 77, sala 1512, Icaraí, Niterói
    Horário: semanal, sexta-feira, às 11h30

    Coordenação
  • Onezir Rosa Borge

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    A ANGÚSTIA
    A leitura deste seminário tem como objetivo tratar das questões estruturais necessárias para constituição do sujeito, a partir do invento lacaniano do objeto a e a conseqüência que promove, não apenas na direção da cura mas, também, na possibilidade de se chegar ao final de uma psicanálise.

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. O Seminário, livro 10: a angústia. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: semanal, segunda-feira, às 10h

    Coordenação
  • Monica Visco

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    O EU NA EXPERIÊNCIA ANALÍTICA
    “Por que eu é um outro ...”, nas palavras de Rimbaud, bem exprime aquilo que engendra a própria experiência analítica. A pergunta se mantém: o que fazemos quando fazemos análise? Este ano, seguiremos trabalhando os textos de Freud e Lacan que nos instrumentalizam no propósito de discutir o fazer do analista, a partir do conceito de eu.

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. O Seminário, livro 2: O eu na teoria de Freud e na técnica psicanalítica, Zahar, Rio de Janeiro, 1985.
    Freud, S. Projeto para uma Psicologia Científica. Obras Completas, vol I, Rio de Janeiro: Imago, 1990.

    Local: Escola Lacaniana de Psicanálise
    Horário: quinzenal, segunda-feira, às 10h

    Coordenação
  • Shirley D`Ávila Baron

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    A LÓGICA DA CASTRAÇÃO
    Neste ano, daremos prosseguimento ao nosso trabalho de avançar no estudo do conceito central de castração, em Freud e Lacan. Com esse propósito, iremos nos debruçar, em especial, sobre a lição “A lógica da castração”, situada no Seminário 5.

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. O Seminário, livro 5: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

    Local: Rua Gavião Peixoto 183/907, Niterói
    Horário: quinzenal, segunda-feira, às 20h30

    Coordenação
  • Fernando Baron

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    É POSSÍVEL UMA EDUCAÇÃO QUE VISE O SUJEITO?
    Freud é categórico ao afirmar que o essencial no processo educativo se dá entre a criança e seus pais. É necessário que a criança ao ocupar-se das letras e da escrita possa formular a questão se o Outro pode perdê-la. É sobre o efeito de uma autorização que tem valor de Lei que a pulsão se renodula e a fantasia se enquadra recalcando o sexual. Tempo que a latência vem deslocar as questões sobre a origem, o sexual e a morte para o aprendizado de outras línguas, de outras histórias. Trilharemos neste grupo de leitura o que possibilita o acesso a outra escrita.

    Referências bibliográficas:
    Lacan, J. A Instância da Letra no Inconsciente ou a Razão desde Freud. In: Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

    Local:Rua Mem de Sá, 19 sala 504. Icaraí-Niterói
    Horário: semanal, quarta-feira, às 18h30

    Coordenação
  • Andrea Matheus Tavares

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  • ESCOLA LACANIANA DE PSICANÁLISE - NITERÓI
    A Fundação da Escola Lacaniana de Psicanálise – Niterói decorre de uma transferência de trabalho em torno das questões cruciais da Psicanálise e da formação dos Analistas vigentes em nossa Escola.

    O ensino e a transmissão da Psicanálise se dão para cada um a partir de uma análise pessoal, supervisão, transferência com texto de Freud e Lacan, realizando-se entre pares. Tais condições apontam para a Escola como lugar de formação do Psicanalista.

    Observamos que o Curso de formação básica em Niterói disponibiliza a participação de seus alunos nas atividades do mesmo curso, no Rio.

    Formação básica: Sábados

  • Espaço Escola (Semanal)
  • Seminário: “Introdução à Clínica Psicanalítica na Contemporaneidade”(Quinzenal)
    Coordenação: Teresa Palazzo Nazar
  • Palestra com convidados (Quinzenal)
  • Leitura de Freud: As Cinco Psicanálises (Quinzenal)
  • Leitura de Lacan: Seminário I, Os escritos técnicos de Freud (Quinzenal)
  • Seminário: Freud na Cultura (Mensal) – Coordenação: Abílio Ribeiro Alves

    Local: Rua Mem de Sá, 19 – auditório. Icaraí - Niterói.

  • Av. Ataulfo de Paiva, 255 / 206 - CEP: 22440-032 - Leblon - Rio de Janeiro - RJ - Tel/Fax : (21) 2294-9336 - Tel : (21) 2239-7199